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Introdução
As Últimas Revelações Jesus e Maria
para a humanidade
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Capítulo
1
Afinal
o que significa isso: visão ou
aparição, locução interior e revelações?
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Capítulo
2
Por
que as aparições da Virgem Maria
esclarecem os últimos acontecimentos
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Capítulo
3
Igreja não revela a tempo
os segredos de Fátima
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Capítulo
4
O
Terceiro
segredo de Fátima
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Capítulo
5
La
Salette anuncia
Fátima
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Capitulo
6
As
aparições de Medjugorje
confirmam Fátima
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Capitulo
7
A
Virgem aparece em Medjugorje
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Capitulo
8
Os Segredos revelados em Medjugorje
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Capítulo
9
Aparições
revelam
mundo invisível
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Ccapitulo
10 - Revelações do século XX
Jesus
aparece à
Madalena Aumont
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Capitulo
11-
As primeiras dez aparições de Jesus
à Madalena Aumont em Dozulé, na França
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Capítulo
9
Aparições
revelam
mundo invisível
Ana
Lúcia Vasconcelos
O que ocorre na verdade, é que as aparições, as profecias,
as revelações revelam aos homens um mundo invisível,
que eles relutam em aceitar. O Antigo Testamento relata como os profetas
anunciaram o dilúvio, o incêndio de Sodoma, o cativeiro dos
judeus na Babilônia, a ruína de Jerusalém, a dispersão
de Israel sobre toda a terra, e ainda a volta dos judeus para a Palestina
nos final dos tempos. Enfim, em cada período histórico de
decadência espiritual, Deus tem sempre prevenido os homens-através
dos profetas, depois pelos apóstolos (depois da vinda de Cristo
ao planeta) das conseqüências de sua conduta. Jean Stiegler,
autor de Os Segredos de Dozulé, já citado,
alerta para a necessidade de sermos humildes quando nos aproximamos das
aparições celestes, já que elas revelam um mundo
invisível que os nossos cinco sentidos não conseguem captar.
“O sobrenatural, o divino, escapam às leis terrestres. Entramos
num campo inexplorado pela ciência, onde os próprios exegetas
e teólogos não acabaram ainda de soletrar as primeiras letras
do alfabeto.” De modo até bem natural, fala que Deus tem
meios de comunicação superiores aos nossos, que para nos
comunicarmos, escrevemos, telefonamos.”
(e eu acrescento, mandamos e - mails, fax, etc). “Mas Ele desvenda
sua presença, com meios extraordinários, se mostra realmente
a uma pessoa privilegiada, ditando-lhe palavras destinadas a outros homens,
a fim de lhes aconselhar sobre o como proceder à frente as dificuldades
e acontecimentos futuros”. Daí que a finalidade das aparições
de Cristo é: salvar os homens, ajudando-os a mudar de vida, e atualizando
as palavras do Evangelho.
Depois
da sua morte
se manifestou com aparições
Aliás, ele diz que a própria civilização cristã
não teria existido, se depois de sua morte, Cristo não tivesse
se manifestado aos apóstolos por suas aparições.
A divindade de Cristo está provada, segundo ele, por suas aparições
e os Evangelhos narram esta história. Depois da crucifixão
as santas mulheres e Maria Madalena voltaram ao túmulo vazio e
explicaram aos apóstolos que tinham visto Jesus ressuscitado ,
vivo! “Mas estas noticias pareciam-lhes como delírio e não
lhes deram crédito”. (Lc 24,11).
Os apóstolos reconheciam que Jesus tinha feito milagres extraordinários
diante de seus olhos, mas ele estava morto na cruz. Estavam convencidos
que ele havia perdido todo seu sangue e que João ajudara José
de Arimatéia a descer o Salvador da cruz e o colocar às
pressas no túmulo. Os judeus e os romanos o guardavam por ordem
de Caifás a afim de que os discípulos não viessem
roubar o corpo à noite.
Ora, São Lucas dá testemunho da sua incredulidade quando
os dois discípulos de Emaús tentaram convencê-lo que
tinham visto Jesus ressuscitado. Vejamos como Lucas conta este episódio:
“Enquanto falavam, Jesus se fez presente no meio deles e lhes disse:
‘ a paz esteja convosco! Espantados e cheios de medo, pensaram estar
vendo um espírito. Mas ele lhes disse: “ qual o motivo de
toda esta perturbação e por que se levantam estas dúvidas
em vossos corações ? Olhai as minhas mãos e meus
pés, sou eu mesmo! Tocai-me, olhai: um espírito não
tem carne, nem ossos como vos vedes que eu tenho!” Dito isto, mostrou-lhes
as mãos e os pés. E como, sob o efeito da alegria, eles
permanecessem ainda incrédulos e surpresos, ele lhes disse: “
Tendes algo aqui de comer?” Ofereceram-lhe um pedaço de peixe
grelhado que Jesus pegou e comeu à vista deles.”
Provou
sua
existência física
Diante da incredulidade dos apóstolos, Jesus lhes propôs
duas experiências: primeiro que verificassem sua existência
física, tocando-o para constatar a realidade material da sua visão
e depois, por causa de suas dúvidas, pediu para comer um prato
que eles mesmos haviam preparado: um peixe grelhado. “Quando os
apóstolos viram o peixe desaparecer na boca do Mestre acreditaram
enfim na realidade racional da ressurreição”, conclui
Jean Stiegler.
E completa: “Toda a descoberta científica está assim
calcada sobre uma constatação experimental, empírica
no inicio. A ressurreição estava verificada “científica
e racionalmente aos olhos dos apóstolos que somente naquele momento,
acreditaram que Jesus era Deus, pois que tinha o segredo da vida permitindo-lhe
voltar do estado de morte clínica.”
Jesus provou assim que era o Mestre da vida, o Criador. “Ele mostrou-nos
o caminho, provando pelas aparições, a existência
de realidades desconhecidas e novas. “A força criadora do
mundo é o amor encarnado em Jesus, Deus feito homem”, conclui.
A
revelação divina
está encerrada?
Em novembro de 1984 o cardeal Ratzinger, prefeito da Congregação
da Fé, à época, hoje Papa Bento XVI, disse o seguinte
à revista italiana católica Jesus sobre este tema das aparições:
“A Igreja ensina que a Revelação divina se encerrou
com Jesus Cristo, que Ele mesmo é a nossa Revelação.
Mas não podemos impedir Deus de falar para o nosso tempo mesmo
a pessoas simples e se manifestar por sinais extraordinários que
revelam a insuficiência de uma cultura como a nossa, marcada pelo
racionalismo.” Jean Stiegler acredita que a Revelação
não está encerrada porque estamos longe de conhecer tudo.
E mais: Deus revela seu Reino conforme a pureza do anseio dos homens,
no decorrer dos séculos. Por exemplo, ele lembra que o Evangelho
não fala do culto ao Sagrado Coração, da Imaculada
Conceição ou do Coração de Maria.
Cristo revelou este mistério a Santa Margarida Maria de Alacoque,
em 1673. E a Santa Virgem revelou à Bernardette Soubirous em Lourdes
(França) em 1858, e em Fátima aos pastores em 1917. “Para
acreditar, ele diz, “é preciso ter uma fé simples
como o centurião, como a samaritana como o cego de nascença”.
Os incrédulos são como a criança que se cansa tentando
esvaziar o mar para verificar seu conteúdo”. Para entender
a importância das aparições na Igreja, lembremo-nos
deste ponto essencial, anota Jean Stiegler: “Cristo estabeleceu
Pedro, chefe da Igreja por ocasião da sua terceira aparição,
depois de ressuscitado, à beira do lago de Tiberíades. Ou
seja, sem a terceira aparição de Cristo ressuscitado, aquela
que perdoa as franquezas humanas, não haveria nem Papa nem Igreja
romana, nem clero. Portanto, ele conclui, é impossível ser
cristão hoje se não se acredita na divindade de Cristo provada
por suas aparições depois da sua ressurreição.”
Religião do Amor
No entanto ele ressalta, a humanidade vive um período muito crítico
de sua história, e questiona se a liberdade de expressão
estaria reservada apenas aos homens. Não teria Jesus a possibilidade
de ditar ao povo cristão uma mensagem ‘última e definitiva’
para salvá-lo como fez Javé durante milênios com o
povo judeu, por meio de Abraão, Moisés, Isaías, Daniel
e muitos outros, pergunta. Ele mesmo responde: o cristianismo não
é um sistema de pensamento ou uma filosofia altruísta, mas
sim, uma religião do Amor, a história do único homem-Deus
que caminhou na terra, há vinte séculos; é o caminho
da verdadeira vida para aceitar o mundo divino, antítese do mundo
atual onde o forte domina o mais fraco; a aceitação e não
a rejeição do sofrimento que torna sublime o coração,
tornando-o sensível ao sofrimento dos outros; a longa aprendizagem
do diálogo com um Deus infinitamente Bom, que vai até doar
a vida do seu único filho em troca do nosso pecado; o exemplo perfeito
do amigo verdadeiro que se doa gratuitamente ao inimigo sectário;
o cristianismo é enfim, a escola da CARIDADE, do Amor.
Jean Stiegler pergunta então: quando se é cristão
no que se deve acreditar? E cita uma série de teólogos que
se aprofundaram no estudo das revelações como o padre Balic,
presidente da Academia Marial Internacional de Roma, bispos, cardeais
como o cardeal Cerejeira, patriarca de Lisboa, o padre José de
Santa Maria, cujas vozes se levantaram para mudar os textos da Igreja,
que desde Bento XIV até Pio X diziam:” A igreja apenas permite
acreditar com uma fé simplesmente humana nas mensagens das revelações
e outras aparições privadas.
Ora, ele lembra, o cardeal Cerejeira disse recentemente: “ Isto
não basta: se Deus fala, é preciso mais do que fé
simplesmente humana e facultativa na resposta que se deve lhe dar.”
E o padre José de Santa Maria assim justifica teològicamente
a atitude a tomar. O Santo Padre o Papa João XXIII, aliás,
foi quem o encarregou de estudar este ponto delicado, muito pouco conhecido
da Igreja, depois do atentado que sofreu no dia 13 de maio de 1981, a
respeito das aparições de Fátima. São eles:
1. existem revelações privadas: mensagens pessoais comunicadas
a certas almas para seu bem particular; 2. há profecias públicas,
dadas por intermédio de outras almas privilegiadas, à Igreja,
para a conduta dos fiéis. “É o caso típico
de Dozulé como também de Fátima, ressalta Jean Stiegler,
e toda a história da Igreja, como também a leitura do conjunto
dos Atos dos Apóstolos, demonstram a permanência dos profetas.
Eis, com efeito, uma palavra estupenda da epístola dos Efésios
(2,20): “A Igreja tem como fundamento os apóstolos e os profetas.”
Palavras ditadas
pelo Espírito Santo
Ora, ele continua o que caracteriza o profeta é sua palavra, não
inspirada, mas ditada pelo Espírito Santo. “O profeta repete
sem entender aquilo que ouve, e sua missão consiste apenas em transmitir
uma mensagem celeste aos homens, informando-os das vontades divinas sobre
sua conduta, seu presente, mas também sobre o futuro da humanidade.”
Assim, por escolha do Espírito Santo, a voz do profeta é
complementar, mas diferente da hierarquia eclesiástica que é
uma hierarquia estabelecida pelos homens.
Portanto, ele ensina, para determinar se um homem ou uma mulher agem sob
influencia do Espírito Santo, o bispo da diocese deve: 1. encaminhar
uma pesquisa canônica; 2. transmitir as conclusões à
Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma. Esta
Congregação vai tomar a decisão final depois de cuidadoso
exame de todos os elementos das aparições, locuções,
enfim vai analisar toda questão segundo parâmetros próprios.
Mas, ele ressalta, uma vez que a palavra do profeta for reconhecida como
sendo de origem divina pela Sagrada Congregação da Doutrina
da Fé, cabe ao Papa e a toda Igreja obedecer, não ao profeta,
mas a Deus, de quem o profeta é um instrumento. E termina citando
São Paulo: “Não extingais, não desprezeis as
profecias, examinai tudo, discerni e o que for bom retende-o”.
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