| salto
Ana
Peluso
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Pacto
Maldito
Amanda Bigonha Salomão
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Para
Camille, com uma flor de pedra
Bárbara Lia
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Cinco
poemas de Amanda Bigonha
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Oito
poemas do Claudio Araújo
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Alguns poemas de Candéas
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Alguns
poemas do livro Sal das Rosa
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FORNOS CARVOEIROS
Silas
Corrêa Leite
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Jazz
Improviso (Poema)
Silas
Corrêa Leite
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Três
poemas de Tatiana Monteiro
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Poemas de Tere Tavares*
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salto
Ana Peluso
ficava
ali tentando adivinhar as coisas
o pensamento fadado entre sim não talvez
e uma pequena sina de ilusão
os olhos descomportados como os de Amy Whinehouse sentenciavam
au revoir desdado
pegar de volta o que entregou
ouro. a palavra
prata
sondava andares onde espaço-tempo se desfizesse do incognicível
quando ó só é m se somado a tudo. era ali. a consistência
da pele
uma em uma milenar sobressaindo às adivinhações
e no pulsar das veias todas as possibilidades de quantas
mantinha os olhos fixos
ali
onde se desenhava a vida e onde a vida se acabava
e se alcançava até os santos…
seria o fim
equívoco único da vida?
sob os olhos complacentes
de deus e toda a sua côrte
que cantava You Know I’m No Good
nunca obteve a resposta
Ana Peluso é paulistana é poeta, escritora e designer
gráfica. Possui participações em algumas antologias,
entre elas, DeZamores (São Paulo: Escrituras, 2003. Escreve em
vários portais entre eles: Cronopios, Jornal de Poesia, Triplov,
é web designer da revista Zunai editora da Officina do Pensamento
e dona deste blog entre outros
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