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Ana Peluso

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Para Camille, com uma flor de pedra
Bárbara Lia

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Ana Peluso

ficava ali tentando adivinhar as coisas
o pensamento fadado entre sim não talvez
e uma pequena sina de ilusão

os olhos descomportados como os de Amy Whinehouse sentenciavam
au revoir desdado
pegar de volta o que entregou
ouro. a palavra
prata

sondava andares onde espaço-tempo se desfizesse do incognicível
quando ó só é m se somado a tudo. era ali. a consistência da pele
uma em uma milenar sobressaindo às adivinhações
e no pulsar das veias todas as possibilidades de quantas

mantinha os olhos fixos
ali
onde se desenhava a vida e onde a vida se acabava

e se alcançava até os santos…
seria o fim
equívoco único da vida?

sob os olhos complacentes
de deus e toda a sua côrte
que cantava You Know I’m No Good
nunca obteve a resposta


Ana Peluso é paulistana é poeta, escritora e designer gráfica. Possui participações em algumas antologias, entre elas, DeZamores (São Paulo: Escrituras, 2003. Escreve em vários portais entre eles: Cronopios, Jornal de Poesia, Triplov, é web designer da revista Zunai editora da Officina do Pensamento e dona deste blog entre outros

http://babels.wordpress.com/
ana_peluso@uol.com.br



 

 

 

 

 

 

Jornalista Ana Lucia Vasconcelos

Web designer-Edson Souza