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Carta
de Dom Bruno Gamberini por ocasião do inicio das festividades
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Visita
Pastoral de Dom Bruno Gamberini ao Primeiro
Bloco
da Forania Nossa Senhora do Rosário
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Visita
de Dom Bruno a Paróquia
de
São Paulo Apóstolo-Ministério da Palavra
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Visita de Dom Bruno à Paróquia
Nossa
Senhora do Rosário-Ministério da Administração
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Visita de Dom Bruno à Paróquia
de
Cristo Rei- Ministério da Caridade
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Visita de Dom Bruno à Paróquia de
Nossa
Senhora das Graças- Ministério da Liturgia
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Visita de Dom Bruno à Paróquia Nossa Senhora
de
Lurdes-Ministério da Coordenação
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Visão
de Anna Catharina Emmerich
sobre a Igreja
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A
Túnica de Argenteuil
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Testemunho
de uma conversão
__________________
Lacrimações
de sangue na Puglia em Alberobello (Itália)
__________________
Lágrima
na Bíblia
__________________
Vós
sois o sal da Terra a luz do mundo
__________________
É
possível batizar as crianças abortadas
E você pode fazer isso
__________________
A
importância da Missa e da Eucaristia
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5º
Domingo da Quaresma – 09.03.2008
__________________
Páscoa
é
Passagem para a Vida
__________________
Não
Matarás
Dom
Benedicto de Ulhôa Vieira
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13º
Mutirão de Oração por Crianças e Adolescentes em
Situação de Risco
__________________
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Visão
de Anna Catharina Emmerich
sobre a Igreja
Texto
Anônimo
Nos últimos dias, em pequenos avisos recebidos, tenho sido instado
a escrever sobre o futuro da Igreja. Aproveito então colocar abaixo
parte das visões tidas pela grande mística Anna Catharina
Emmerich, relativas ao calvário final da Igreja e a sua reconstrução
rumo a Jerusalém Celeste. Algumas explicações serão
dadas ao texto, que infelizmente recebi traduzido do espanhol por um programa
de computador e nem sempre consegui dar a fidelidade devida. Desconheço
a fonte, a autoria e o remetente. A demolidora obra da maçonaria
eclesiástica e laica nas Visões e Revelações
à Venerável Ana Catharina Emmerich Tomada do Livro 3, Cap.XXV
“Visões do Anticristo e do triunfo da Igreja”.
Introdução
Entre as visões de acontecimentos passados e presentes relatados
por Anna Catarina, ela se refere reiteradas vezes à luta dos poderes
das trevas contra os filhos da luz. Algumas podem ser consideradas proféticas,
já que se referem a certos acontecimentos ocorridos na seqüência
da morte da vidente e na nossa época (então final da guerra
de 1939). Entre outras: quadros que julgamos apocalípticos, como
os que descrevem a desolação da terra, a apostasia das massas,
as tribulações dos cristãos sob o reinado do Anticristo
e o Triunfo glorioso da Igreja de Cristo. A visão da besta “do
mar” é semelhante à consignada no Apocalipse- o monstro
tem de peixe e várias cabeças que formam como uma coroa
em torno da maior. As notas nas páginas contribuem a identificar
algumas destas cenas com as de São João, cujo maravilhoso
livro era desconhecido pela estigmatizada de Dülmen (região
da Alemanha onde nasceu e morreu Anna Catarina).
1. Maquinações dos malvados contra a Igreja. (Oitava
de Natal de 1819)
Vi a Igreja de São Pedro e a uma grande multidão de homens
afanados em destruí-la, enquanto outros trabalhavam em restaurá-la.
Os trabalhadores estavam espalhados por todo mundo e me admirava a conformidade
de seus trabalhos. Os obreiros que tratavam de destruir o templo, arrancavam
pedaços do mesmo; entre estes distingui a muitos hereges e apóstatas.
Trabalhavam de acordo a certas regras os que levavam mantos brancos, com
bolsos, bordados com faixas azuis e plainas na cintura. Estavam vestidos
com toda classe de trajes; entre eles tinha homens altos e corpulentos,
com uniformes e estrelas; mas estes não trabalhavam, senão
que indicavam nos muros, com a plaina, onde e como tinham de demolir.
Vi com espanto que entre eles tinha sacerdotes católicos. Às
vezes, quando não sabiam como demolir, acercavam-se a um dos seus,
que tinha um grande livro, no qual parece que estava indicado como estava
feito o edifício e a maneira de derrubá-lo. Depois assinalavam
com a plaina uma parte dele, para que fosse destruída, e que era
efetivamente derrubada. Os que derrubavam o edifício faziam calma
e seguramente, mas com timidez, secretamente, postos como em espreita.
Vi ao Papa em oração rodeado de falsos amigos, que muitas
vezes faziam o contrário do que se lhes mandava. Vi um homem malvado,
negro e de baixa estatura, trabalhar muito ativamente contra a Igreja.
Enquanto o templo era destruído por estes em outro lugar era reedificado
por outros, mas sem energia nem vigor. Vi também muitos eclesiásticos
a quem conhecia entre eles o Vigário Geral, cuja vista me causou
muita alegria. Passou sem turvar-se por entre os demolidores e dispôs
o necessário para a conservação e restauração
do templo. Esta frase é profética e se refere à situação
deste papa e dos últimos. Ele na verdade quase não consegue
mais trabalhar, porque imobilizado por um segundo escalão desobediente,
que muitas vezes faz o contrário do que o papa quer, e ainda por
cima usa malignamente o nome dele.
Vi também o meu confessor levar uma grande pedra, dando um bom
rodeio. Vi outros sacerdotes, preguiçosos, rezar as horas com seu
breviário e levar, muito de vez em quando, alguma pedrinha sob
os hábitos ou alongar-se a outros. Parecia que nenhum tinha confiança
nem gosto no trabalho, já que trabalhavam sem direção
e sem saber o que faziam. Aquilo era aflitivo. Já estava destruída
a parte anterior da Igreja e não ficava em pé mais do que
o sacrário. Eu estava muito triste, pensando onde se acharia aquele
homem com veste vermelha e bandeira branca, que se me tinha representado
outras vezes sobre a mesma Igreja, salvando-a da destruição.”
2. A Santíssima Virgem protege a Igreja.
Então vi a uma grande Senhora, cheia de majestade, que vinha pela
grande vaga que há adiante do templo. Tinha um manto estendido,
que erguia com ambos os braços e se movia impassivelmente no ar.
Deteve-se no alto da cúpula e estendeu seu manto, que brilhava
como o ouro, sobretudo sobre o recinto da igreja. Os demolidores deixaram
de trabalhar naquele momento. Quiseram prosseguir sua obra de destruição,
mas não puderam acercar-se ao espaço protegido pelo largo
manto. Enquanto os que trabalhavam em reedificar a igreja, mostravam extraordinária
atividade. Vieram muitos homens escuros, anciões e muitos jovens
vigorosos; mulheres e meninos, sacerdotes e seculares, e logo quase toda
a Igreja estava restaurada. Vi então vir um novo pontífice
em procissão. O Papa era bem mais jovem e enérgico que o
anterior (B). Foi recebido com grande solenidade. Parecia que ia consagrar
a igreja, mas ouvi uma voz que dizia que o templo não precisava
nova consagração, pois a parte principal dele, o tabernáculo,
não tinha sido destruída. Devia celebrar-se uma dupla festa
em toda a Igreja: um jubileu universal e a restauração da
Igreja.
(Mais uma constatação atual, pois seguramente o Papa Bento
XVI está bem fisicamente se comparado aos últimos dias de
seu antecessor. Esta visão do Tabernáculo não caído,
certamente quer significar que embora todos os esforços dos demolidores
eles não conseguirão derrubar todos os sacrários
da terra). Antes que o Papa começasse a festa que tinha preparado
aos seus e estes lançaram da assembléia, sem contradição
nenhuma, a uma multidão de eclesiásticos, uns de elevado
poder, outros de pouca significação, os quais saíram
murmurando, cheios de cólera. O Pontífice tomou ao seu serviço
a outros eclesiásticos e a outros seculares. Depois começou
a grande solenidade na Igreja de São Pedro. Os que trabalhavam
com mantos brancos mantiveram-se silenciosos, circunspetos e tímidos,
olhando se algum os observava. (Terá ela visto a reunião
de Aparecida? Não está dito que eles ficarão furiosos
com o Santo Padre? Acaso o Papa não está desagradando aos
seus inimigos, por trocar alguns cargos por pessoas de confiança?
Tudo então se confirma como verdadeira profecia. )
3. O Arcanjo São Miguel luta pelo Triunfo da Igreja. (30
de Dezembro de 1819)
Vi novamente a Igreja de São Pedro com sua grande cúpula.
Sobre ela resplandecia o Arcanjo São Miguel vestido de cor vermelha,
tendo uma grande bandeira de combate nas mãos. A terra era um imenso
campo de batalha. Os verdes e azuis lutavam contra os brancos e estes
sobre os quais havia uma espada de fogo pareciam que iam sucumbir; nem
todos sabiam por que causas combatiam. A Igreja era de cor sangrenta como
o vestido do Arcanjo. Ouvi que me diziam: “Terás um batismo
de sangue”. Quanto mais se prolongava o combate, mais se apagava
a viva cor vermelho da Igreja e se voltava mais transparente. O Arcanjo
desceu e se acercou dos alvos: estava diante de todos. Estes cobraram
grande valor, sem saber de onde lhes vinha.
(Certamente que estas visões se referem aos acontecimentos de um
futuro bem próximo, onde novamente haverá martírios
em massa. Por um lado a Igreja está já hoje sendo batizada
com sangue, porque nos últimos tempos têm se acentuado os
assassinatos de padres e fiéis católicos). O Anjo derrotou
os inimigos, que fugiram em todas as direções. A espada
de fogo que estava sobre os alvos, desapareceu. No meio do combate aumentavam
as filas dos alvos: grupos de adversários passavam por eles e uma
vez passaram em grande número. Sobre o campo de batalha havia no
espaço, legiões de santos que faziam sinais com as mãos,
diferentes uns de outros, mas animados do mesmo espírito.
4. Vê a São Francisco de Assis e Santa Juana de Chantal.
(Domingo de infra oitava da Santíssima Trindade, 1820)
Para consolo meu vi quadros da vida dos dois santos: São Francisco
de Sales e Santa Joana de Chantal. Diziam que os tempos que corremos são
muito tristes, mas que depois de muitos desastres, virá um tempo
suave e aprazível, em que os homens estarão muito unidos
uns com outros e se amarão muito; então florescerão
muitos mosteiros no verdadeiro sentido da palavra. Vi também uma
imagem destes longínquos tempos, a qual não posso descrever;
daí se afastavam as trevas da noite e surgiam a luz e o amor. Vi
toda classe de quadros relativos ao Renascimento das ordens religiosas.
Os tempos do Anticristo não estão tão próximos
como alguns crêem. Virão precursores do mesmo. Vi em algumas
cidades mestres de cujas escolas poderão sair esses precursores.
5. Vê a Igreja de São Pedro em perigo. (28 de Agosto
de 1820)
Vi uma imagem da Igreja de São Pedro, onde me parecia que o tempo
boiava sobre a terra e que muitos corriam pressurosos a porem-se em baixo
dele para transportá-lo, grandes e pequenos, sacerdotes e seculares,
mulheres e meninos e ainda anciões impedidos. Eu sentia grande
angústia e inquietude, pois estava vendo que a igreja ameaçava
ruínas por todas as partes. Mas todas aquelas gentes se puseram
em baixo dela sustentando-a com seus ombros; quando isto ocorria todos
tinham a mesma estatura. Cada um estava em seu posto: os sacerdotes em
baixo dos altares; os leigos em baixo das colunas e as mulheres à
entrada. Era tão grande o peso que todos suportavam que pensei
que seriam esmagados. Sobre a Igreja aparecia o céu aberto e os
coros dos santos a sustentavam com suas orações e seus méritos
e ajudavam aos que a sustentavam sobre seus ombros. Eu estava flutuando
entre uns e outros. Vi que os que a levavam se moviam para diante e que
uma fila de casas e palácios que havia defronte caíam por
terra, como as espigas de um campo, ao passar sobre eles a Igreja e que
a mesma Igreja foi posta ali sobre a terra.
Então tive outra visão. Vi que a Santíssima Virgem
estava sobre a Igreja e ao redor dela os apóstolos e bispos. Abaixo
vi grandes procissões e solenidades. Vi que todos os maus pastores
da igreja, que julgaram fazer algo com suas próprias forças,
sem receber a virtude de Cristo, dos corpos de seus santos predecessores
e da igreja, foram lançados e substituídos por outros. Vi
que desde o alto recebiam bênçãos e que se faziam
grandes mudanças. Vi o Papa que dirigia todas estas coisas. Vi
elevar-se a dignidades, a homens muito pobres e a jovens. (Recorde-se
que esta visão tem quase dois séculos. Abreviaram-se os
tempos. Quando Anna Catarina fala do Anticristo o faz sempre como de uma
pessoa e não de uma sociedade ou estado anticristão. Só
num mundo anticristão poderá imperar o Anticristo. No mesmo
sentido fala Santa Hildegarda em seu livro Scivias. )
6. Vê uma Igreja falsa na contramão da Igreja de
Roma. (12 de Setembro de 1820)
Vi construir uma igreja curiosa, falsa e perversa com um coro com três
divisões, cada uma de várias arquibancadas, umas mais altas
do que as outras. Em baixo se estendia uma escura extensão cheia
de trevas. Sobre a primeira destas divisões vi que arrastavam um
assento, na segunda uma grande xícara cheia de água; sobre
a mais alta havia uma mesa. Não vi nenhum anjo presente na construção;
mas havia ali uma presença mais ardente e curiosa de múltiplos
espíritos imundos, destes que empesteiam os ares, que transportavam
toda classe de objetos que depositavam debaixo daquele teto, e ali abaixo,
certas pessoas envoltas numa espécie de mantos ou capas eclesiásticas,
levavam todas essas coisas afora. Nada vinha do alto naquela igreja; tudo
provia da terra e da escuridão, e os espíritos imundos o
traziam e preparavam tudo. Só a água parecia ter em si mesma
força saudável e em certo modo santificante. Vi trazer depois
para dentro dessa igreja uma grande quantidade de instrumentos. Muitas
pessoas e também meninos levavam utensílios e instrumentos
da mais variada espécie para fazer e produzir alguma coisa; mas
tudo era escuro, pervertido, privado de vitalidade e não se via
mais do que separação e divisão.
Perto desta vi outra igreja luminosa, plena de graças do alto;
vi os anjos subirem e descerem e vi ali vida e crescimento, ainda que
também dissipação e negligência. Apesar de
tudo era uma árvore cheia de seiva e de força vital em comparação
da pseudo-igreja, que parecia um sarcófago de relíquias
mortas e de figuras. Uma igreja era como uma ave que voa e se remonta
nos ares; a outra como um barrilete feito de papel pelos meninos, cheio
de enfeites e de bocados de papel de cores na fila que se arrastava sobre
um campo árido tapete de estopa, em vez de remontar-se aos ares.
Tenho visto que muitas das coisas reunidas naquela igreja estavam amontoadas
na contramão da igreja vivente: assim vi dardos e flechas. Cada
um se empenhava em levar aí dentro alguma coisa, como bengalas,
varas, pompas de água, garrotes de toda classe, bonecos e espelhos.
Ali tinha trombetas, chifres, foles e toda classe de objetos de toda classe
e maneira. Sob a abóbada da sacristia se afanavam por fazer pão;
mas não fermentou e ficou tudo abandonado. Vi àqueles homens
com as mantas levar lenha adiante das arquibancadas sobre as quais estava
o púlpito e acender fogo e soprar com os foles e com a boca e afanar-se
muito; mas não saía de ali mais do que fumaça de
uma escuridão horrível.
Então fizeram uma abertura por cima e colocaram um tubo; mas aquele
fogo não quis acender e se fez tão denso de fumaça
que terminou por sufocar. Outros sopravam nas trombetas e clarins e se
esforçavam de tal modo que parecia lhes saíam aos olhos
pelas órbitas; mas tudo ficou ali abandonado no solo e depois desapareceu
sob terra; de maneira que tudo era morto e fictício e vã
obra humana. (Esta igreja é em verdade feita pelos homens, em conformidade
com a nova moda, como o é a nova igreja, não católica,
de Roma, que é também dessa espécie. Não é
preciso ter muito conhecimento para entender que ela está aqui
se referindo a esta falsa igreja moderna, voltada para o homem, que os
inimigos de Deus estão construindo. Uma falsa igreja social, que
nada tem a ver com o Santo Padre e a Igreja de Roma. )
7. Vê a obra dos espíritos maus na falsa igreja.
(12 de Novembro de 1820)
Viajei por um país escuro e frio e cheguei a uma grande cidade.
Ali dentro vi de novo a estranha grande fábrica da igreja; mas
tenho visto que ali não há nada de santo, senão inumeráveis
espíritos planetários (segundo Anna, estes são espíritos
imundos, provenientes das classes mais baixas de anjos e de pouco poder,
não tão culpados pela queda) que trabalhavam em torno dela.
Vi tudo isto como se fosse real, de modo parecido, fazer-se uma obra eclesiástica
católica de comum acordo entre os anjos, os santos e os cristãos;
mas aqui as formas empregadas eram mecânicas, e as ajudas e os meios
de outra espécie. Vi subir e baixar e enviar raios e luz por muitos
espíritos planetários cobre aquela gente que trabalhava.
Tudo se fazia e resultava segundo a pura razão humana. Vi lá
acima, nas altas regiões, como um espírito fazia linhas
e desenhava figuras e como depois aqui na terra se executava, porque via
que um abria os alicerces e fazia aberturas ou planos. Tenho visto que
a ação destes espíritos planetários, que trabalham
para si e para essa grande fábrica, como estendiam seu influxo
maléfico às mais remotas regiões.
Tudo aquilo que parecia necessário ou só útil à
fabricação e existência desta igreja, vi excitá-lo
e pô-lo por obra nos mais distantes lugares e distâncias e
vi se colocarem de acordo homens e coisas, ensinos e opiniões para
cooperar nesta obra. Tinha em todo esse quadro um pouco de admiravelmente
egoístico, de orgulhosamente seguro e violento; e que tudo teve
sucesso o vi num quadro múltiplo de coisas; mas não vi sequer
um só anjo ou um santo. O quadro que vi era grandioso e perverso.
Vi também bem mais longe e por trás daquele assento ou trono,
um povo feroz armado de picaretas, e um rosto feio que sorria e dizia:
“fabrica do modo mais sólido que puderes; nós a destruiremos”.
Penetrei ademais numa sala grande daquela cidade onde se celebrava uma
cerimônia odiosa, uma horrível e falsa comédia. Tudo
estava pintado de negro. Um foi posto dentro de um caixão e depois
ressuscitou. Ele estava presente em pessoa e levava no peito uma estrela.
Parecia que isto significava uma ameaça de que assim sucederia.
Vi dentro o diabo em mil formas e figuras. Tudo era densa e escura noite:
aquilo era horrível.
8. Vê novamente a igreja de São Pedro. (10 de Setembro
de 1822)
Vi a Igreja de São Pedro destruída, exceto o coro e o altar
maior. São Miguel, armado e cingido, desceu à Igreja e com
sua espada impediu que entrassem nela muitos maus pastores, e os impeliu
para um ângulo escuro, onde se sentaram olhando-se uns a outros.
Tudo o que tinha sido destruído da igreja foi reconstruído
em poucos momentos de sorte que pudesse celebrar-se o culto divino. Vieram
sacerdotes e leigos de todo mundo trazendo pedras para reedificar os muros,
já que os alicerces não tinham podido ser destruídos
pelos demolidores.
9. Vê em êxtase à Igreja abandonada e afligida.
Vi a Igreja inteiramente abandonada por completo e só. Parecia
que todos fugiram dela. Tudo era contenda em torno dela; pois de todos
os lados via grandes misérias, ódio, traição
e engano, inquietude, falta de auxílio e cegueira absoluta. De
um lugar escuro vi saírem mensageiros anunciando por toda parte
más novas, que causam amargura nos corações dos que
as ouvem, e acendem neles a cólera e o ódio. Eu rogo com
muito fervor pelos oprimidos. Sobre os lugares onde alguns fazem oração
vejo descer luzes, e sobre todos os demais, negras trevas. Este estado
de coisas é horrível. Roguei a Deus que tenha misericórdia.
Oh cidade!... (Roma) Oh cidade!... Que grande calamidade te ameaça!...
A tempestade está próxima; prepara-te, pois. Confio, no
entanto, em que tens de permanecer firme.
10. Sobrevivência da Igreja e indignidade dos cristãos.
(4 de Outubro de 1822)
Quando nesta noite vi São Francisco levando sobre seus ombros a
igreja, segundo a visão que teve o Papa, vi que um homem de baixa
estatura em cujo rosto tinha um pouco de judeu, levava a costas a Igreja
de São Pedro, o qual me pareceu muito perigoso. Na parte norte,
sobre a Igreja, estava Maria protegendo-a sob seu manto. Dir-se-ia que
aquele homem ia cair. Parecia-me que o conhecia. Aqueles doze a quem sempre
vejo como novos apóstolos vinham socorrer-lhe, mas demasiado devagar.
Já ia cair, quando por fim chegaram todos e se puseram em baixo
dela; também ajudaram muitos anjos. Tratava-se de salvar só
o solo e a parte posterior da igreja, pois tudo o demais o tinham destruído
pelas seitas e ainda os mesmos eclesiásticos. Aqueles levavam à
igreja a outro lugar e parecia que a seu passo vinham por terra muitos
palácios como se fossem campos de lavoura. Vendo em ruína
à Igreja de São Pedro e os muitos eclesiásticos que
tinham trabalhado em destruí-la sem que nenhum quisesse dizer adiante
dos demais o que tinha feito, senti tal tristeza que tive de clamar em
alta voz pedindo a Jesus misericórdia.
(Como se sabe, existem estes artífices do mal infiltrados nos escalões
elevados da Igreja, conforme o denunciam inumeráveis profecias
e também o livro do Apocalipse de São João. Eles
trabalham de forma solerte e bandida, escondidos por trás de vestes
pomposas, mas na realidade são soldados de satanás, que
não têm coragem de se declarar publicamente. Mas a revelação
do Terceiro Segredo de Fátima virá colocá-los a nu.)
Então vi adiante de mim a meu Celestial esposo em figura de um
mancebo, que falou longo tempo comigo. Disse-me que esta translação
da Igreja significava que na aparência tinha de cair em terra por
completo, mas que descansava nestas colunas e que delas tinha de surgir
de novo; que ainda que não ficasse mais do que um só cristão
católico no mundo, ela podia vencer, pois não está
fundada na razão nem no conselho dos homens.
Depois me mostrou que na Igreja nunca tinham faltado fiéis que
fizessem oração e padecessem por ela. Mostrou-me ademais
o que Ele tinha padecido pela Igreja, a virtude que tinha comunicado aos
méritos e trabalhos dos mártires e que tudo o voltaria a
padecer de novo se fora possível. Também me mostrou em inumeráveis
cenas a miserável conduta dos cristãos e dos eclesiásticos,
em círculos cada vez maiores, em todo mundo e em minha pátria,
e me exortou a orar com perseverança e a padecer por eles. Havia
uma grandeza e tristeza incompreensíveis nesta cena, que não
posso descrever. Também se me deu a entender que, já quase
não restavam mais cristãos verdadeiros, bem como entendi
que muitos judeus que agora existem, são fariseus e ainda piores
do que os fariseus do tempo de Jesus. Só o povo de Judit na África
está composto de antigos verdadeiros judeus. Esta visão
me afligiu muito. (O papa Inocêncio III aprovou o Instituto de São
Francisco por ter visto num sonho misterioso como o santo sustentava em
seus ombros à Igreja de São João de Latrão
que estava a ponto de desaprumar-se. Desta Judit se fala extensamente
no capítulo Visões de uma comunidade hebréia em Abissínia.
)
11. Visão da besta do mar e do Cordeiro de Deus. (Agosto
a Outubro de 1820)
(Esta visão, segundo diz Brentano em suas anotações,
está cheia de interrupções, porque Anna Catarina
via as coisas em tal forma que lhe era muito difícil descrevê-las
depois ordenadamente. Nota também que a visão tem muitas
formas de semelhança com as revelações de São
João, que ela não tinha lido antes.) Vejo os novos mártires,
não de agora, senão de tempos futuros. Vejo sua aflição
e vejo que se precipitam os fatos. Vi as sociedades secretas trabalhar
e combater cada vez com maior intensidade para destruir à grande
Igreja; e vi entre esta gente a um horrível animal, saída
do mar.
O monstro tinha escamas como de peixe, juba como de um leão e muitas
cabeças ao redor de uma maior do que as outras, arrepiada, formando
uma coroa. Suas fauces eram grandes e vermelhas. Estava manchado como
um tigre e andava confiadamente entre aqueles sectários destruidores.
Muitas vezes estava no meio deles, enquanto trabalhavam, e também
eles iam procurá-lo na caverna onde costumava esconder-se. (Nos
artigos sobre as trevas, mostramos também as visões de outra
pessoa, que apontavam na mesma direção. Que a fera se esconde
muito bem em algum subterrâneo, de onde maquina a destruição.
Só os seus mais diretos colaboradores a visitam, entretanto não
está longe o dia em que a apresentarão a mundo como salvador.)
Enquanto estas coisas sucediam, vi aqui e lá, no mundo inteiro,
muitos bons e piedosos homens, especialmente eclesiásticos, atormentados,
encarcerados e oprimidos, e tive o sentimento interior de que um dia teria
novos mártires. Quando a Igreja estava em grande parte destruída,
de tal modo que não ficava mais do que o coro e o altar maior vi
a estes destruidores, juntamente com a besta, entrarem na Igreja. Ali
encontraram a uma Senhora grande e magnífica, que caminhava lentamente.
Os inimigos ficaram muito admirados e espantados, e a besta não
pôde dar um passo mais. Estendeu furiosamente o pescoço para
a Senhora, como se quisesse engoli-la (7), mas ela se voltou e caiu prostrada
sobre seu rosto. Vi então à besta fugir de novo para o mar
e os inimigos correr, confundidos e desconcertados, atropelando-se uns
a outros: porque vi que, em torno da Igreja, vinham desde longe e se aproximavam
grandes círculos, na terra e no céu. O primeiro círculo
estava formado de jovens e de donzelas; o segundo, de pessoas casadas
de todos os estados, entre eles reis e rainhas; o terceiro, de pessoas
pertencentes às ordens religiosas; o quarto, de guerreiros, adiante
dos quais vi a um ginete sobre um cavalo branco. O último círculo
estava composto de lavradores e gente da comarca, muitos deles assinalados
com uma cruz vermelha na testa. Enquanto se acercavam, os prisioneiros
e oprimidos foram liberados e se juntaram com eles. “E vi uma besta
que subia do mar, a qual tinha sete cabeças e dez cornos, e sobre
os cornos dez diademas e sobre as cabeças nomes de blasfêmias.
E a besta que vi era semelhante a um leopardo e as patas como de urso
e a boca como de leão” (Ap.13, 1-2). Os destruidores e conjurados
foram jogados de todos os pontos, reunidos adiante daqueles círculos,
e se encontravam, sem saber como, juntos num esquadrão, envolvidos
em confusão e trevas. Não sabiam nem o que tinham feito
nem o que deviam fazer e com a cabeça baixa se precipitaram uns
contra outros, como os vejo fazer com freqüência. Quando todos
estiveram reunidos confusamente, os vi abandonar a obra de destruição
e perderem-se desorientados entre os diversos círculos.
(Não restam dúvidas de que uma nova Torre de Babel acontecerá.
Eles hoje estão edificando este monstro em lugar da Igreja e é
como a antiga Babel. No momento oportuno Deus semeará a discórdia
no meio deles, de modo que não conseguirão concretizar seus
maléficos objetivos.) Vi depois à Igreja, de novo, rapidamente
restaurada, com maior esplendor que antes, pois as gentes de todos os
círculos, de uma extremidade à outra do mundo, atingiam-se
umas as outras as pedras para reedificá-la. Quando esses círculos
se aproximavam, o primeiro ou o mais interno se colocava por trás
dos outros. Parecia que se distribuíam entre eles as obras diversas
de oração e como se o círculo dos guerreiros começasse
obras de guerra.
Neste círculo me pareciam confundidos amigos e inimigos de todos
os povos. Eram verdadeiros soldados de nossa espécie e cor. Este
círculo, no entanto, não estava do tudo fechado, senão
que para o Setentrião tinha uma mancha ampla e escura, como uma
abertura, como um abismo. Este abismo se estendia para abaixo, nas trevas,
precisamente como nos umbrais do Paraíso, naquele ponto onde Adão,
arrojado, saiu afora. Parecia-me como se lá abaixo se estendesse
um escuro e tenebroso lugar. Vi como se porções deste círculo
ficassem atrás e não quisessem avançar e estes se
mantivessem estreitados entre si e tristes os rostos, olhando-se uns a
outros. Em todos estes círculos vi a muitos que serão mártires
de Jesus Cristo, já que tinha também muitos maus e por esta
causa teria outra divisão.
Vi que a Igreja tinha sido toda restaurada, e sobre ela o Cordeiro de
Deus, em cima do morro, e em torno dele, um círculo de virgens
com palmas nas mãos, e os cinco círculos dos esquadros celestes,
como os da terra. Os círculos celestes tinham avançado juntamente
com os terrestres e estavam em comum acordo. Em torno do Cordeiro estavam
as quatro imagens apocalípticas dos animais sagrados.
12. Vê as abominações da franco maçonaria
Esta igreja maldita é pura imundícia, é com origem
nas trevas. Quase nenhum dos seus conhece as trevas nas quais trabalha.
Tudo é nela vã escuridão; seus escarpados muros nada
contêm; o altar que usam, é uma cadeira. Numa mesa há
uma caveira coberta, entre duas luzes; às vezes a descobrem. Em
suas “consagrações” usam de mulheres nuas. Aqui
está o mal sem mistura de bem; esta é a comunhão
da gente não santa. Eu não posso declarar com palavras quão
abomináveis são, e quão perniciosos e vãos
as tentativas desta associação, desconhecidos em grande
parte por seus mesmos adeptos.
(Realmente hoje se sabe que são bem poucos os maçons e sabem,
com toda profundidade, dos reais objetivos de sua entidade. Milhões
de incautos são cooptados para a maçonaria, mas desconhecem
o que está por trás disso, coisa somente permitida aos altos
iniciados. É por isso que tantas pessoas defendem a maçonaria
e pertencendo a ela se julgam no direito de permanecer católicos.
São verdadeiros “bois de piranha”, pois no final o
projeto prevê a eliminação destes, depois que a fera
tiver alcançado o poder. Serão então mortos ou exilados.
Querem se fazer todos um só corpo com algo que não é
Jesus Cristo.) Tendo eu apartado a um deles, encheram-se de furor contra
mim. (Quando a ciência se divorciou da fé, surgiu esta igreja
sem Salvador, sem crença; esta comunhão de santos sem fé;
esta anti-igreja, cujo centro é a maldade, o erro, a mentira, a
hipocrisia, a fraqueza e a astúcia. Nasceu assim um corpo, uma
comunidade fora do corpo de Jesus Cristo, ou seja, fora da Igreja; uma
igreja falsa sem Salvador, cujo mistério é não ter
mistério algum.)
(O Papa Pio VII condenou a seita secreta dos Carbonários, nome
com que se designavam os maçons “it alia” em Setembro
de 1821. Permanece, pois em vigor a condenação dos católicos
que se filiarem à maçonaria, e isso em todos os lugares
do mundo. Diferente em cada lugar, temporal, infinita, cortesã,
egoísta, danosa e que apesar das obras boas de que se aprecia,
conduz finalmente ao abismo da miséria. O maior perigo que oferece
em sua aparente inocuidade. Em toda parte fazem e desejam coisas diferentes;
em muitas fazem discretamente; em outras preparam ruínas sem que
sejam conhecidos, senão de poucos, seus malvados planos. Assim
coincidem todos com suas obras num centro que é o mau, e fazem
e trabalham fora de Cristo, porque nele unicamente é santificada
toda vida.)
13. Os trabalhos das seitas- Festa da Candelária
Nestes dias vi muitas maravilhas da Igreja. A Igreja de São Pedro
estava quase destruída pelas seitas; mas os trabalhos destas foram
aniquilados e todos seus pertences, mantos e utensílios, queimados
num lugar imundo pela mão do verdugo. Tinha ali cabelo de cavalo
que exalava tal fedor, que me causou muito dano. Nesta visão se
me apresentou a Mãe de Deus exercitando seu poder a favor da Igreja.
Desde então minha devoção a Maria é cada vez
maior. (Este ato de queimar as nossas imagens e objetos sagrados de culto
está também relatado no livro O Eclipse do Sol. Quando tais
fogueiras forem acesas, o cheiro de fumo atingirá aos céus,
e isso acenderá p fogo da divina Ira. Neste momento acredito que
mais de metade da humanidade irá perder a vida, e isso em poucos
minutos.)
14. Visão da época do Anticristo
(Depois de ter visto a cessação do santo sacrifício
da Missa, na época do Anticristo (11), continuou narrando o seguinte):
Vi um grande quadro eclesiástico, mas não sou capaz de reproduzir
todo o conjunto. Vi a Igreja de São Pedro e em torno dela muitos
campos, jardins, vizinhanças e bosques. Vi muitas pessoas contemporâneas
nossas de todas as partes do mundo e muitíssimas outras que conheço
pessoalmente ou por meio das visões, que entravam na Igreja, e
parte delas passeavam com indiferença indo a outros postos diversos.
Tinha dentro uma grande solenidade e sobre ela se via uma nuvem luminosa
da qual desciam apóstolos e bispos santos, que se reuniam em coro
sobre o altar. Entre eles vi a Agostinho e Ambrosio e a todos aqueles
que fizeram muito pela exaltação da Igreja. Tinha uma grande
solenidade e se celebrou a Missa.
E eu vi no meio da igreja um grande Cristo aberto de cujo lado mais longo
pendia três selos; de cada um dos mais estreitos dois apenas estava
aberto mais bem para a parte anterior da igreja, que no centro da mesma.
Vi também em cima o evangelista João e soube que eram as
revelações que teve na ilha de Patmos. Aquele livro estava
apoiado sobre um átrio no coro. Alguma coisa tinha tido lugar antes
que este livro tivesse sido aberto, mas esqueci o que foi. É uma
verdade, lástima que aqui tenha um aviso em minha visão.
O Papa não estava na igreja. Estava escondido. Creio que aquelas
gentes que tinha na igreja não sabiam onde estava ele. Não
sei já se ele estava em oração, ou tivesse morto.
Vi na mão direita do que estava sentado no trono, um livro escrito
por dentro e por fora, selado com sete selos. (Ap. 5, 1).
(Este acontecimento, que lamenta não recordar, talvez nos tivesse
dado uma pauta para interpretar alguns capítulos do Apocalipse.)
Vi pelos demais que todas aquelas gentes tinham que pôr a mão
sobre certa passagem no livro dos evangelhos, estes eram eclesiásticos
ou leigos, e que entre muitos deles desceu uma luz, como um sinal que
os santos apóstolos e bispos lhes participavam. Vi também
que muitos faziam este ato superficialmente. Fora da igreja vi aproximar-se
a muitos judeus que queriam entrar, mas não o podiam fazer ainda.
Ao fim chegou toda inteira a multidão que ao princípio não
tinha podido entrar adentro. Era um povo inumerável. Então
vi de improviso aquele livro ser tocado por um contato sobrenatural e
fechar-se em seguida. Isto me fez lembrar como uma vez no convento, de
noite, o demônio me apagou a luz e me fechou o livro. Isso aponta
para a conversão do povo judeu que finalmente aceitará a
Jesus como Messias, entretanto isso acontecerá somente depois daquele
esperado episódio do encontro do cálice e da Missa do Calvário.
Á distância vi uma horrível e sangrenta batalha e
vi uma gigantesca luta do lado do Setentrião e do lado do Ocidente.
Este foi um quadro grande e muito sério. Sinto ter esquecido aquele
lugar do livro sobre o qual os homens deviam pôr os dedos.
15. Visão dos estragos causados pelos inimigos da Igreja
e a futura restauração por meio de Maria-Páscoa de
1820
(Quando Anna Catarina teve esta visão, o guia lhe disse que abarcava
sete espaços determinados de tempo; não pôde depois,
ao relatar, fixar os limites de cada tempo nem dizer qual desses tempos
correspondiam a ditos acontecimentos.) Vi à terra como numa superfície
redonda, coberta de escuridão e trevas. Tudo estava corrompido
e a ponto de perecer. Isto o vi muito detalhadamente em todas as criaturas,
nas árvores, nos arbustos, nas plantas, nas flores, nos campos.
Parecia como se as águas dos ribeiros das fontes, rios e mares
fossem sorvidas e voltassem a sua origem. Fui pela terra desolada e vi
aos rios como linhas delgadas, aos mares como negros abismos no meio dos
quais só tinha algumas grotas com água. Este fato é
realmente espantoso e está relatado no artigo “O Caos”,
que já está no site:
Num
determinado momento todos os elementos que compõe a natureza se
irão desagregar, descumprindo a ordem natural. Isso virá
para esmagar a ciência arrogante, para que entenda finalmente que
existe um Senhor e Criador de tudo. Então sim, se verá sim,
a água como que espirrando para fora da terra e subindo para as
nuvens. E rios e lagos inteiros serão sugados num abrir e fechar
de olhos. Um horror!
Tudo o demais era lodo espesso e escuro onde via toda sorte de animal
monstruoso e peixes lutando com a morte. Vi tanta distância ao redor
que pude distinguir com toda clareza as orlas do mar onde em outra ocasião
eu tinha visto que São Clemente foi submerso. Vi também
lugares e multidão de gentes tristes e turvadas e muitas ruínas.
À medida que cresciam a secura e a desolação da terra,
aumentavam-se as obras tenebrosas dos homens. Vi muitas maldades, em particular
reconheci Roma e vi a opressão que padecia a igreja e sua decadência
no interno e no externo. Vi grandes exércitos que se dirigiam a
um mesmo ponto desde várias regiões e todos estavam empenhados
em lutas e batalhas. No meio deles vi uma grande mancha negra a maneira
de um enorme buraco e em torno dele os combatentes eram cada vez menos,
como se caíssem naquele abismo como se ninguém os visse
cair.
É um fato admitido que os judeus, constituídos já
em nação reconhecerão finalmente que Jesus Cristo
é finalmente Messias ao que desconheceram por tanto tempo e entrarão
nas igrejas católicas. Alguns colocam este fato durante o tempo
da pregação de Elias e Enoc. Entre outros muitos textos
sobre a conversa dos judeus veja-se especialmente no Cap. 11 da Epístola
de São Paulo aos Romanos. São Clemente I, romano, governou
as igrejas por nove anos; foi martirizado no Quersoneso Taurico, precipitando-se
no Mar Morto o ano 100. Durante essa luta vi no meio de tanta ruína
e corrupção a doze homens, em diferentes comarcas. Sem conhecer
nem ter notícias os uns dos outros, receber como torrentes de água
viva que deriva da vida eterna. Vi que todos eles trabalhavam no mesmo,
em diferentes lugares e que não sabiam de onde lhes vinham os dons
necessários, pois quando acabavam uma missão lhes encomendavam
outra.
Eram doze e nenhum deles passava dos quarenta anos. Três eram sacerdotes
e algum outro queria sê-lo. Vi também que algumas vezes eu
tinha contato com algum deles, como se lhe conhecesse ou estivesse cerca
dele. Em seus trajes não tinha nada de particular; cada um deles
vestia segundo o uso atual de seu país. Vi que obtivessem de Deus
o que se tinha perdido e como em todas as partes faziam o bem. Todos eram
católicos. No meio da tenebrosa corrupção vi falsos
profetas e outras pessoas que trabalham contra os escritos destes doze
apóstolos, os quais desapareciam com freqüência no meio
do tumulto e depois saíam outra vez mais resplandecentes que antes.
Vi umas mulheres que estavam como em êxtases e junto a elas homens
que as magnetizavam. Elas prediziam o futuro; mas a mim me causava aversão
e horror, pareceu-me ver aquela mulher de Münster e pensei dentro
de mim, com inquietude que ao menos o pai Limberg, não estaria
junto a elas.
Quando as filas dos que combatiam em torno daquele negro abismo se aclararam
mais e mais, e no meio do combate desapareceu toda uma cidade, aqueles
doze homens apóstolos aumentaram muito o número dos que
brigavam a seu lado e desde a outra cidade (a verdadeira cidade de Deus,
Roma) saiu um cone de luz que penetrou no escuro disco. Vi por acima da
igreja, humilhada e menoscabada, uma formosíssima Senhora com um
manto azul celeste muito estendido e com uma coroa de estrelas na cabeça.
Dela procedia a luz que penetrava cada vez mais na escuridão, e
ali aonde chegava essa luz, tudo era renovado e tudo voltava a prosperar.
Os novos apóstolos entraram todos naquela luz. Eu cria ter visto
a mim mesma com outros a quem conhecia que estávamos diante, no
alto. Numa grande cidade vi uma igreja, a menor entre outras, que chegava
a ser a primeira. Os novos apóstolos foram alumiados pela luz.
Creio ter visto com eles à cabeça, a outros que não
conheço.
Tudo voltou a florescer de novo. Vi um novo Papa muito severo. O abismo
se fazia cada vez mais estreito: fez-se tão pequeno que podia ser
coberto com um balde de água. Finalmente vi três exércitos
ou comunidades que se uniam à luz. Tinha entre eles pessoas boas
e ilustradas, as quais entraram na igreja. Tudo se tinha renovado e estava
florescente. Vi que se edificaram igrejas e mosteiros. Para mim isso significa
finalmente a união das três grandes Igrejas, a Católica
a Ortodoxa e a Protestante, que se vergarão unidas diante de Jesus
que chega para for um só rebanho e um só pastor. Durante
aquela tenebrosa aridez, fui transportada a um prado cheio de verdor e
de cândidas flores que outras vezes tinha tido que recordar depois.
Encontrei um valado de espinhas, com o qual me tinha lacerado e arranhado
muito durante aqueles tempos ocorridos. Agora estava tudo florido e penetrei
nele alegremente.
16. As chagas do Senhor derramam bênçãos sobre
a Igreja e o mundo
O arcanjo São Miguel desceu da igreja e vi sobre ela, no céu,
uma grande cruz luminosa, da qual pendia o Salvador. De suas chagas desciam
sobre o mundo faixas de luz que se difundiam por toda parte. As chagas
eram vermelhas e como brilhantes portas, e o centro delas, dourado como
o sol. Não levava a coroa de espinhas, mas das feridas de sua cabeça
saíam raios horizontais de luz que alumiavam o mundo. Os raios
que saíam das mãos e dos pés eram como o arco íris
e se dividiam em raios muito finos, e, muitos, iam alumiar aldeias, cidades
e casas pelo mundo inteiro. Vi estes raios em muitos lugares ao mesmo
tempo, perto e longe, descer sobre toda classe de moribundos e atrair
com violência às almas, as quais, por um destas cores do
arco íris, corriam-se para as chagas do Salvador. Os raios da ferida
do custado desciam sobre a igreja que estava em baixo, como uma torrente
larga e caudalosa. Desta sorte resplandecia a igreja e por este torrente
de luz entravam a maior parte das almas no Senhor.
Certamente aqui se pode entender a verdadeira avalanche de almas que na
última década entrou no Céu, tendo em vista as orações
e também ao nosso Movimento, especialmente formado por Deus para
este fim. De fato, elas têm subido diariamente aos céus em
verdadeiras torrentes. Vi oscilar no céu um coração
vermelho e brilhante unido com a cruz por uma faixa luminosa que dele
saía para a ferida do custado do Salvador. Outra faixa luminosa,
que partia também do coração, estendia-se sobre a
igreja e sobre muitas comarcas. Estes raios de luz atraíam a muitas
almas ao coração e passando através dele iam pela
faixa de luz que o unia com a cruz e entravam no custado de Jesus. Se
me disse que este coração era o de Maria.
Além dos raios luminosos, pendiam das chagas umas escalas, algumas
das quais não chegavam a terra. Estas escalas eram umas trinta,
diferentes todas entre si: tinha-as largas e estreitas, umas com degraus
juntos e outras com degraus separados, umas isoladas, outras juntas e
agrupadas. Suas cores eram os mesmos do lugar de purificação,
escuros, claros, cinzas, cada vez mais vivos à medida que se subia
nelas. Por estas escalas vi subir trabalhosamente a muitas almas. Umas
iam rapidamente, como se tivesse quem as ajudasse a estar com firmeza;
outras se empurravam umas a outras e caíam nos degraus inferiores;
algumas caíam na escuridão mais profunda. Aquela trabalhosa
subida parecia mais comovedora quando se a comparava com a alegre entrada
das que eram atraídas a modo de absorção. As que
subiam sem retroceder com passo firme parecia que estavam mais unidas
com a igreja que com as outras que se detinham ou esperavam ou ficavam
sós. Por trás da cruz, muito adentro, lá no céu,
vi muitas imagens da obra da Redenção no caminho da divina
graça, através da história do mundo até seu
cumprimento na Redenção. Eu não me detive em nenhum
ponto; percorri a faixa luminosa vendo-a toda.
17. Vê a proximidade do reino de Deus
Quando teve cessado o combate na terra, a igreja e o anjo se tornaram
brancos e resplandecentes, e o anjo desapareceu. Também desapareceu
a cruz, e no lugar que ela ocupava apareceu uma Senhora alta e resplandecente,
em cima da igreja, estendendo sobre ela seu dourado e brilhante manto.
Em baixo na igreja se ouviram vozes de mútua humilhação
e reconciliação. Vi então os bispos e pastores acercar-se
e mudar seus livros (mudar sua doutrina, sua falsa teologia). As seitas
reconheceram à igreja por sua admirável vitória e
pela luz da revelação que tinham visto resplandecer nela.
Quando vi essa união, senti profundamente a proximidade do reino
de Deus. Vi um resplendor e uma vida superior em toda a natureza e um
santo impulsiono em todos os homens, como quando se aproximava o nascimento
de Jesus, e de tal maneira senti a proximidade do reino de Deus, que me
vi obrigada a sair a seu encontro. (Nesta parte da visão, orava
em alta voz).
Da vinda de Maria tive um vivíssimo pressentimento. Vi a sua estirpe
enobrecer-se à medida que se ia acercando a esta flor. Vi a Virgem
Maria: como a vi, não poderia dizê-lo. Da mesma maneira sinto
a proximidade do reino de Deus. Só posso comparar aquele sentir
com este modo de ver. O reino de Deus o vi acercar-se e se cumprindo o
anseio de muitos fiéis atraídos pela fé humilde e
o ardentíssimo amor. Vi aparecer na terra muitos rebanhos pequenos
e luminosos de cordeiros, apascentados por pastores; vi que estes eram
verdadeiros pastores daquele que, como Cordeiro, deu seu sangue por nós;
e vi que um amor infinito e uma virtude divina reinava entre os homens.
Perto de mim vi pastores, de quem eu sabia que não pensavam em
nada disto, e desejei vivamente que acordassem de seu sonho.
18. Vê a Igreja de Roma-27 de Dezembro de 1820
Vejo à Igreja Romana resplandecente como o sol. Dela saíam
raios a torrentes que se dilatavam pelo mundo inteiro. Foi-me dito que
isto se referia à revelação de São João,
mediante os quais alguns cristãos deviam receber parte dessa luz
e que esta recairia por inteiro a favor da igreja. Vi a respeito disto
um quadro muito preciso, mas não o posso expressar com palavras.
19. Vê à Igreja depois do combate
Vi à igreja depois do anterior combate resplandecente como o sol.
Nela se celebrava uma grande solenidade e vi que entravam muitas procissões.
Vi um novo Papa muito severo e rigoroso. Antes de começar a festa
tinha despedido a muitos bispos e pastores, porque eram maus. Vi que coincidiram
à celebração desta festa os santos Apóstolos
especialmente. Então vi muito próximo o cumprimento destas
palavras: "Senhor, vinga a nos o teu reino". Aprecia-me ver
descer do alto, luminosos jardins celestiais e unir-se com lugares inflamados
da terra e tudo ali submergir-se na luz primitiva. Os inimigos, que tinham
fugido do combate, não foram perseguidos, mas se dispersaram.
20. Visão da Jerusalém celestial
Vi nas brilhantes ruas da cidade de Deus muitos palácios e jardins
resplandecentes, nos quais tinha inumeráveis coortes de santos,
que discorriam louvando a Deus e derramando suas graças sobre os
homens. Na celestial Jerusalém não há nenhuma igreja:
o mesmo Cristo é a igreja. Maria reina na cidade de Deus, e sobre
ela estão Cristo e a Santíssima Trinidad. Desde Ela desce
sobre Maria celestial orvalho, que se difunde sobre toda a santa cidade.
Vi embaixo da cidade de Deus, à igreja de São Pedro e me
regozijei porque, apesar da negligência dos homens ela recebe sempre
do céu a verdadeira luz. Vi os caminhos que vão à
Jerusalém celestial e aos santos pastores que conduziam a ela às
melhores almas de seu rebanho. Estes caminhos não estavam muito
cheios.
Vi também o caminho por onde eu tenho de ir à cidade de
Deus, e vi, como desde o centro de um amplo círculo, a todos aqueles
a quem de algum modo tinha eu ajudado. Vi a todos os meninos e aos pobres
a quem tinha cozido algum vestido e me admirei e me alegrei especialmente
ao ver as diversas maneiras em que os tinha cortado. Depois vi todas as
cenas de minha vida em que tinha sido útil a algum, já com
meu exemplo, ou com auxílios, orações e trabalhos.
Vi o proveito que de aqui se tinha seguido em forma de jardins nascidos
de minhas próprias obras. Estes jardins tinham sido cultivados
de diferente modo por seus diferentes modos; alguns os tinham deixado
perder-se. Vi que sorte coube a cada uma daquelas almas em quem eu tinha
causado alguma impressão.
Comentário Final
Lendo o relato destas visões, tenho a certeza de que Anna Catharina
Emmerich é tão perseguida e odiada, até por gente
que se diz católico, porque na verdade ela incomoda muito ao demônio.
De fato, ele não quer que o mundo saiba da vitória da Igreja
e da mudança radical que haverá na terra, depois que ele
for expulso daqui, e para sempre.
Estas visões tidas há quase dois séculos, compõem
um dos mais claros exemplos da ação de Deus em favor dos
homens. Isso porque através delas nos é dado saber um pouco
do futuro esplendor da Igreja católica, depois que Deus tiver submetido
aos pés de Jesus todos os poderes que ousaram algum dia desafiá-la.
Porque é eterna a frase: as portas do inferno não irão
prevalecer contra ela.
Do
site Igreja On Line
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